O que é o organograma administrativo de uma empresa?

O organograma administrativo de uma empresa é uma ferramenta fundamental para estruturar e organizar seu staff. É por meio dele que tanto funcionários como stakeholders sabem quem responde por qual parte dentro da estrutura corporativa e com quem é preciso falar a respeito de cada tipo de atividade.

Ainda não está familiarizado com essa estrutura, seus gráficos e quadros? Fique tranquilo! Vamos tirar aqui suas dúvidas a esse respeito, explicando por que o organograma administrativo é importante dentro da companhia. Acompanhe!

O significado e a origem do organograma

Na prática, ao contrário do que muita gente pode pensar, esse recurso vai muito além da definição de hierarquia. Na verdade, a intenção primordial de um organograma administrativo é representar uma estrutura, seja do que for.

Programadores, por exemplo, podem usar organogramas para representar um algoritmo, explicando graficamente as operações de um sistema, mostrando as regras e os caminhos que ele segue para tomar decisões.

No âmbito empresarial, os organogramas são estruturas tão tradicionais que fica até difícil dizer de quando remontam. Mas o crédito é dado a Daniel McCallum, engenheiro que formulou os princípios da administração moderna.

Nesse cenário, sua função é informar como se organiza o processo decisório da empresa — qual função responde por que parte do todo e a quem cada colaborador se reporta. Também demonstram visualmente quais são os órgãos (ou as unidades funcionais) da empresa, deixando claro como se relacionam. Assim, contribuem inclusive para minimizar conflitos internos.

Graficamente, a disposição vertical dos nomes de órgãos ou funções serve para representar a organização hierárquica. A lógica aqui é simples: quanto mais alto está localizado, maior é a autoridade de um setor e mais abrangentes são suas atividades.

Os tipos de organograma e suas características

De forma geral, os organogramas se dividem em grupos clássicos e não clássicos. Os primeiros, também chamados de funcionais, são os mais tradicionais. Nesse caso, cada órgão ou função é representado por um retângulo, que se liga aos demais por meio de setas.

Retângulos na mesma altura, ligados por linhas horizontais, representam figuras que têm mesmo nível de responsabilidade e autoridade dentro da companhia. Desde que esteja ligado por setas, um retângulo mais acima tem autoridade sobre aqueles abaixo dele. Se a representação for diferente, os setores abaixo são subordinados a outro setor ou cargo.

Um diretor, por exemplo, pode estar no topo do organograma e ter ligados a ele 2 gerentes, cada qual com seu time representado abaixo de si. Assim, um não tem poder de interferir no trabalho do outro. Um exemplo de organograma clássico é o utilizado pela Petrobras.

Já os organogramas não clássicos se dividem em horizontal, circular, linear de responsabilidade, matricial e bandeira. Entenda um pouco sobre cada possibilidade!

Organograma horizontal

Esse modelo é bem parecido com o vertical, sendo que a diferença está na disposição dos cargos e setores, que acontece da esquerda para a direita, identificando respectivamente os pontos de maior e menor autoridade. A escolha entre esses 2 modelos, portanto, baseia-se somente em questões estéticas.

Organograma circular

Também chamado de organograma radial, aqui temos círculos concêntricos que vão definindo os diferentes graus hierárquicos. Quanto mais próxima uma função estiver do centro, mais autoridade e responsabilidade ela detém. A vantagem desse modelo é ressaltar o trabalho em equipe, já que ele permite dividir de forma bem clara os diferentes âmbitos do funcionamento da empresa, como:

  • técnico ou operacional;
  • financeiro;
  • suporte e TI;
  • comercial;
  • administrativo.

Diferentes cores e suas variações podem ser usadas para deixar ainda mais clara a divisão entre as equipes e mostrar como se relacionam. Quer ver um exemplo de organograma circular? Você pode conferir o do Banco Central do Brasil.

Organograma linear de responsabilidade

Conhecido pela sigla OLR, esse modelo é bem diferente do tradicional. Estão presentes aqui 2 elementos: uma legenda, com símbolos e significados, e uma tabela, onde constam as atividades e os diferentes níveis, separados em colunas. Poderíamos ter, por exemplo:

  • coluna 1: nome da atividade — definir rota, aprovar orçamentos, contratar colaboradores e assim por diante;
  • coluna 2: posto hierárquico mais alto — como diretor;
  • coluna 3: posto hierárquico imediatamente abaixo do anterior — como gerente.

Dessa forma, vão sendo criadas colunas sucessivas com os diferentes cargos até chegar ao menor. Na célula em que a linha da atividade e a coluna do cargo se encontram, coloca-se o símbolo que define o que cada cargo pode fazer — como executar, aprovar, controlar ou auditar.

A principal vantagem desse modelo pouco usual é deixar claro quem é responsável por cada parte de um processo, atribuindo responsabilidades de forma muito específica. Assim, os times conseguem saber internamente quais são suas obrigações e quem deve ser acionado em cada estágio dos processos.

Organograma matricial

Esse modelo sai na frente dos demais quando se tem demandas temporárias, pois os outros designam posições mais fixas. Ele é bem comum na rotina de empresas que realizam projetos ou fazem consultorias.

Como uma matriz de informações, esse organograma organiza os diferentes times e os liga aos projetos em execução, tudo por linhas. Assim, as equipes conseguem ver em que atividade estão incluídas.

Organograma bandeira

Esse tipo de organograma envolve uma forma distinta de organização. Costuma ficar parecido com o modelo clássico (vertical ou horizontal), mas reunindo grupos de órgãos com características em comum, que têm uma missão definida dentro da estrutura organizacional.

As cores também são frequentemente usadas por aqui para esclarecer as divisões internas. Para entender melhor, confira o adotado pela ANP ou pela Fiocruz.

A escolha do organograma administrativo certo

Vale ressaltar que ainda existem outros modelos, como o organograma em barras e o lambda. Por mais que alguns se pareçam bastante, é fato: são muitas opções. Aí surge a dúvida: como escolher o certo?

A resposta está na própria atividade da empresa e em sua cultura organizacional. Fatores como o tamanho da companhia e sua forma de organização podem ajudar a identificar qual modelo representa de maneira mais completa e clara a estrutura interna e as ligações entre setores e cargos.

O que importa, na verdade, é experimentar, escolhendo a partir daí o mais alinhado às características de cada negócio e divulgar — para os colaboradores e, se for o caso, até para o público externo. Afinal, a função primordial do organograma administrativo de uma empresa é permitir que outros a conheçam, certo?

Não esqueça que as iniciativas internas tornam o grupo coeso e a adoção de procedimentos e parâmetros claros passam confiabilidade à empresa e à tomada de decisões. A propósito, fica aqui uma dica final: aproveite para aprender sobre data driven e saber definir estratégias com base em dados!

 

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