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Inteligência Fiscal

Como elaborar um bom planejamento fiscal e tributário? Entenda aqui

4 Mins de leitura

No Brasil, planejamento fiscal não é um luxo, mas uma questão de sobrevivência. Afinal, de acordo com um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), em 2020 todo contribuinte precisou trabalhar até o dia 30 de maio só para pagar impostos.

Mas não é apenas por exigir muito esforço por parte do trabalhador ou do empresário que o sistema tributário em nosso país é cruel. Segundo esse mesmo estudo, desde 2003 não só a fatia do imposto é cada vez maior, como o número de dias trabalhados necessários para pagá-lo também.

Temos certeza de que ninguém quer passar a vida trabalhando a fim de pagar impostos. Por isso, neste conteúdo vamos apontar algumas soluções de se minimizar o peso tributário em seu orçamento e dos seus clientes de forma legal. Aproveite a leitura!

Qual a importância do planejamento fiscal e contábil?

Enquanto a reforma tributária não vira uma realidade, toda e qualquer iniciativa de redução da carga tributária é bem-vinda. O investimento se justifica não só pela pesadíssima tributação, mas porque pagar imposto é, desde sempre, uma obrigação. Logo, da mesma forma que você se planeja no âmbito pessoal para pagar contas de luz, internet e água, precisa também se organizar para dar conta dos impostos.

Além disso, como vimos, com o passar dos anos o peso dos impostos só aumenta. E se somarmos a essa escalada fatores como a inflação, a desvalorização da moeda e o desemprego — que afetam as empresas indiretamente — fica difícil esperar bons resultados sem um mínimo de planejamento, concorda?

Como elaborar um planejamento fiscal e contábil?

Planejar-se para dar conta dos impostos vai muito além de uma solução imediatista a fim de reduzir custos. No longo prazo, a preparação para a “mordida do leão” e para o cumprimento das incontáveis obrigações acessórias é fundamental se a empresa deseja crescer.

Afinal, como aponta o Sebrae, um dos principais motivos da mortalidade de empresas no Brasil é justamente a falta de planejamento. Por outro lado, vale atentar para a necessidade de ter ao lado especialistas, de modo que o plano fiscal e contábil seja bem-feito e, acima de tudo, executado.

Isso se aplica até mesmo a PMEs optantes do Simples Nacional. Até para quem é tributado pelos complexos regimes de Lucro Real e Presumido o apoio profissional é obrigatório. Vamos ver na sequência como isso é feito!

Compare os exercícios passados com o atual

O primeiro passo a ser dado no planejamento fiscal e tributário é rever as contas de exercícios passados. Normalmente, é realizado um pente fino nos DREs e balanços de 5 anos para trás. Esse é o limite para possíveis solicitações de créditos e também o prazo de expiração da maioria dos documentos contábeis e fiscais.

A partir desse levantamento, é feita uma revisão dos impostos apurados e pagos no exercício atual. Com base nisso, soluções mais imediatas podem ser apontadas. De qualquer forma, é também a partir dessas informações que o planejamento em médio e longo prazo será elaborado.

Identifique pontos de asfixia

Um dos problemas mais recorrentes nas empresas que deixam de lado o planejamento é que em boa parte delas o direito de receber Créditos Tributários Federais é ignorado. Sufocadas por avalanches de obrigações, elas se preocupam apenas em pagar, quando, na verdade, poderiam reduzir consideravelmente esse tipo de custo.

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É o caso das empresas que têm direito a receber créditos de IPI, previstos a empresas industriais quando adquirem matérias-primas e materiais de embalagem. Sendo assim, quando passam a receber os créditos devidos, elas se habilitam a diminuir a asfixia financeira provocada pelos impostos. E esse é apenas um dentre tantos exemplos de identificação de problemas com impostos por conta do planejamento.

Faça benchmarking

No planejamento estratégico empresarial, a prática do benchmarking vem sendo utilizada com sucesso há várias décadas com o intuito de melhorar a performance em setores específicos do negócio. Isso pode ser feito também em matéria fiscal e tributária, ou seja, sua empresa toma como referência casos de sucesso — ou de fracasso — de outros escritórios contábeis e marcas a fim de nortear o planejamento e suas ações.

Trace metas junto a um cronograma

Com os dados dispostos e os pontos a serem melhorados identificados, é chegado o momento em que o planejamento fiscal deverá traçar os objetivos a alcançar. Imagine, por exemplo, que você detectou que a carga tributária de um determinado produto muito vendido aumentou mais que a de outros.

Nesse cenário, poderíamos definir como meta a redução dos impostos vinculados a essa mercadoria ao longo do ano, mudando fornecedores ou mesmo as operações logísticas. O importante é que, para cada meta, você tenha sempre um cronograma e faça o acompanhamento da execução do início ao fim.

Revise os resultados

Por falar em acompanhar, sem indicadores de desempenho não há planejamento que se sustente. Afinal, planejar também significa estabelecer parâmetros de qualidade a serem atingidos. Portanto, no final de cada ciclo de rotinas e atividades previstas, não deixe de revisar os resultados e de fazer as correções necessárias, sempre amparado por especialistas.

O que está contido no planejamento fiscal e contábil anual?

O planejamento tributário é um instrumento focado nos impostos e encargos, por isso, tem estreita ligação com a contabilidade de uma empresa. Veja a seguir do que ele é composto e para que serve cada um desses elementos.

Escolha do regime tributário

Todo planejamento contempla a escolha do melhor regime tributário conforme as condições da empresa, infraestrutura e custo-benefício envolvidos.

Lucro líquido e bruto

O levantamento de dados de exercícios anteriores serve para apurar o saldo da empresa ao longo do tempo, permitindo, assim, saber se ela está operando em deficit ou superavit. Dessa forma, é possível estabelecer orçamentos realistas e, se necessário, onde será preciso “cortar na carne”.

Previsão de contas

A partir dessas informações, o planejamento tributário deverá conter uma previsão de contas que pode ser mensal, anual ou mesmo para os próximos 5 anos. O importante é que ela esteja alinhada às metas fiscais da empresa, independentemente da estratégia adotada.

O sucesso de um planejamento fiscal vai depender da profundidade do levantamento de dados feito previamente, da experiência dos profissionais envolvidos e das ferramentas utilizadas. Nesse aspecto, a Alterdata tem o que sua empresa precisa para garantir que seus impostos e atividades sejam tratados com mais inteligência e precisão.

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Sobre o autor
Gerente do setor de Inteligência Fiscal da Alterdata.
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