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Como e por que fazer análise de risco em sua empresa? Entenda!

4 Mins de leitura

A análise de risco representa o conjunto de processos em que uma empresa se habilita a minimizar ou neutralizar ameaças, físicas ou não, à saúde e segurança do trabalho. Sendo assim, em seu escopo de atividades, devem ser observados riscos de acidentes e fatores que possam levar trabalhadores a desenvolver doenças ocupacionais.

Para as empresas brasileiras, essa é uma questão a ser tratada com máxima seriedade, já que os índices do governo apontam para aumento no número de afastamentos. De 2018 para 2019, a quantidade de trabalhadores recebendo auxílio-doença foi de 3,1%, o que equivale a 69.838 pessoas a menos no trabalho por problemas de saúde ocupacionais.

Por isso, continue por aqui para saber como manter seus colaboradores a salvo dos riscos no ambiente de trabalho. Obtenha deles mais produtividade e engajamento em suas atividades ao reduzir a exposição aos riscos laborais. Vamos ver como fazer?

Por que fazer uma análise de risco?

Embora uma recente decisão do governo tenha desobrigado as empresas a seguir a Norma Regulamentadora número 2 (NR2) e a própria NR1, o bom senso pede que elas sejam observadas.

Isso porque elas estipulam regras e procedimentos fundamentais para assegurar ambientes de trabalho livres de riscos, portanto, elas continuam válidas como instrumentos de controle. Nesse sentido, seguir o que dizem as normas, é a melhor forma de preservar a saúde e a integridade física dos trabalhadores. Além disso, é o modo ideal para fazer uma gestão de empresa competitiva, em função do alto custo financeiro gerado por afastamentos.

Vamos conferir então que razões você tem para não deixar de lado a análise de risco em seu negócio.

Reduz prejuízos

De acordo com a Previdência, com dados divulgados pela revista Veja, o Brasil gasta R$ 1 a cada 7 minutos com despesas relacionadas a acidentes de trabalho. Considere, nesse aspecto, que um trabalhador afastado não é sinônimo de gastos apenas com indenizações e encargos trabalhistas.

Na verdade, quando se afasta um colaborador, existe todo um custo extra na forma de novas contratações, treinamento e adaptação da mão de obra. Esse custo será proporcional, ou seja, quanto mais complexa a atividade, maiores serão os prejuízos.

Ao fazer a análise de riscos, sua empresa se coloca em condições de evitar afastamentos e, dessa forma, pode poupar uma expressiva fatia de seus recursos.

Aumenta a segurança

Acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais não acontecem por acaso. Seja onde for, elas estão sempre ligadas à negligência. Por isso, ao analisar os riscos em estações de trabalho, máquinas e equipamentos, você contribui para formar um ambiente mais seguro.

Trabalhadores que se sentem resguardados, trabalham mais tranquilos, e assim, rendem muito mais.

Orienta o planejamento antes da ação

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) é a divisão da Saúde e Segurança do Trabalho (SST) nas empresas responsáveis por implementar ações para evitar acidentes. Contudo, nem sempre está claro o que se deve fazer e que medidas de controle devem ser adotadas, considerando cada cenário e contexto específico. A análise de riscos serve como um ponto de partida para orientar o planejamento que precede essas medidas.

Identifica e previne de ameaças

Os riscos a serem avaliados, como você viu, dizem respeito ao ambiente de trabalho em todos os seus aspectos. Isso significa que as ameaças podem ser visíveis ou não. Nas do primeiro tipo estão, por exemplo, máquinas potencialmente perigosas ou objetos cortantes expostos em locais de circulação de pessoas.

Já as ameaças invisíveis podem estar em assentos pouco ergonômicos e móveis mal projetados. Também podem se encontrar em estações de trabalho nas quais trabalhadores sejam submetidos a longos períodos em má postura, ainda que não seja evidente.

Como analisar riscos no local de trabalho?

Tendo as Normas Regulamentadoras e as orientações de órgãos como o Inmetro e a Vigilância Sanitária como referência, você pode começar desde já a analisar os riscos na sua empresa. Se seu negócio é do ramo de alimentação, procure saber quais são as boas práticas no manuseio de ingredientes e preparo de refeições. Ou, se sua empresa é do ramo industrial, veja qual é a NR relativa ao seu segmento — químico ou indústria de transformação, por exemplo.

A partir disso, siga os passos descritos abaixo.

Determine a situação a ser analisada

Nesta etapa preliminar, a empresa se debruça sobre as situações de trabalho nas quais os riscos podem ser mais ou menos presentes. Os profissionais envolvidos deverão acompanhar as rotinas dos colaboradores, registrando tudo aquilo que possa representar ameaça à saúde.

Dessa forma, será gerada uma espécie de mapa, em que cada situação potencialmente perigosa será identificada para posterior tratamento dos riscos associados.

Defina os possíveis resultados negativos

Imagine, por exemplo, que foi detectado que, em uma repartição, os trabalhadores utilizam assentos que os fazem permanecer em uma posição inadequada. Nesse caso, a análise deverá incluir os efeitos indesejados dessa situação, entre os quais poderiam ser:

  • desenvolvimento de doenças como LER/DORT;
  • afastamento por lesões crônicas;
  • agravamento de problemas articulares;
  • problemas de estresse e baixa produtividade.

Estipule o grau de cada risco

Tendo os dados das análises, já será possível proceder à mitigação de riscos e identificar que situações são mais ou menos perigosas. Dessa forma, os profissionais responsáveis poderão criar categorias de risco, definindo prioridades e ações de urgência a serem tomadas, se for o caso.

Os graus de risco estão descritos na NR4, que trata dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina Do Trabalho (SESMT). Não deixe de conferir.

Trace suas estratégias

Uma vez reconhecidos os riscos e suas respectivas gradações, chega então o momento de traçar as estratégias no sentido de eliminá-los. Algumas possibilidades nesse sentido são:

  • programas de treinamento;
  • ginástica laboral;
  • renovação de maquinário;
  • implementação de ferramentas como o 5S;
  • ações de melhoria contínua.

Faça o controle do gerenciamento de riscos

Novos processos e medidas de gestão de riscos não podem ser implementados sem ser acompanhadas das devidas ações de controle. Afinal, os riscos identificados em um primeiro momento podem até desaparecer, mas, com o tempo, é possível que surjam outros.

Sendo assim, deve ser implementado em paralelo um programa de controle assim que a análise de risco estiver concluída. Com uma postura vigilante, as ameaças não só passam a ser minimizadas como sua empresa se habilita a evitá-las antes que venham a aparecer.

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Sobre o autor
Diretor da Vertical de Gestão da Alterdata.
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