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Mensuração de resultados: conheça as 7 etapas fundamentais

7 Mins de leitura

Qualquer empresário ou gestor que queira entender o crescimento da empresa em que atua e as oscilações do mercado precisa fazer uma boa mensuração de resultados. Mas é preciso ressaltar desde já que não basta avaliar o incremento do patrimônio em dado período, a variação do faturamento ou o aumento do lucro de um ano para o outro para ter um diagnóstico exato da saúde empresarial.

O bom gestor não pode deixar de analisar também dados relevantes sobre o processo produtivo, informações que expliquem como se chegou aos resultados vistos ao final do período — quanto foi produzido, quanto foi vendido, quanto foi perdido e quanto foi investido.

Para tanto, seus indicadores devem ser bons e medidos na periodicidade adequada para apontar ao que deve ser visto e garantir resultados positivos. Pronto para entender a importância de fazer um acompanhamento próximo dos resultados do negócio, conhecer as principais etapas da mensuração de resultados e aprender que métricas devem ser usadas? Basta acompanhar os tópicos a seguir!

As etapas fundamentais da mensuração de resultados

Quem deseja dominar a boa mensuração de resultados deve, antes de mais nada, compreender algumas etapas fundamentais do processo. Vamos a elas?

1. Que decisão deve ser tomada?

A primeira etapa do processo é aquela em que se define a informação a ser obtida e os dados importantes para chegar a uma resposta que contemple o desafio. Lembre-se: toda mensuração de resultados tem como objetivo definir algo. O resultado funciona, assim, como um norte para o futuro, sempre baseado na análise de acontecimentos anteriores. Dependendo do que você quer decidir, a abordagem não só pode como deve ser feita de uma forma diferente, específica para atender às necessidades em questão.

2. Qual é o sistema relacional empírico?

O sistema relacional empírico nada mais é que um conjunto de eventos e objetos que vão servir de base para a mensuração de resultados. Afinal, nem todo dado serve para todo resultado. Alguns podem ser extremamente úteis para uma métrica específica e, ao mesmo tempo, não terem o mesmo peso sobre outra. Definir o sistema relacional empírico significa escolher os melhores dados para mensurar os resultados desejados.

3. Qual é a característica de interesse da medição?

Traduzindo: qual é a relação entre a informação obtida com a mensuração e a decisão que ela pretende subsidiar? Isso é o que será respondido na terceira etapa. Você pode, por exemplo, usar como base as informações do seu faturamento. Entretanto, os dados de interesse para a gestão tributária são os impostos pagos sobre o total faturado. Há, assim, dentro das informações medidas, aquelas que são mais relevantes.

4. Qual é a unidade de mensuração de resultados?

Como medir os dados de interesse? Será usada como medida a moeda nacional ou tudo vai ser padronizado em dólar para facilitar as contas, quando se trata de exportação? Os centavos serão considerados ou essa medida de grandeza é irrelevante, dado o volume de negócios? A produção se mede em quilos ou em libras? O estabelecimento de um padrão em relação às medidas é fundamental. Sem esse passo, todo o trabalho pode ser perdido.

Uma mensuração pode ser apresentada, por exemplo, em forma de índice que será aplicado sobre o que se quer medir. O índice de erros em um processo produtivo é mais eficaz que o valor absoluto, em moeda, pois a questão financeira, embora seja importante, não traz clareza sobre as ações a serem tomadas para reduzir falhas. Já o peso tributário pode ser medido em percentual, mostrando quanto da receita é destinado ao pagamento de impostos. Outro exemplo é o retorno sobre investimento: demonstrado em moeda corrente, é possível perceber com clareza quanto se tem de retorno para cada real investido.

5. Quais os critérios para mensuração de resultados?

Afinal, de quais valores trataremos? Valores históricos, de reposição, referentes às diferenças dos fluxos de caixa? Definindo o universo de dados, as informações de interesse e a unidade de mensuração, é preciso partir para a escolha dos critérios a serem usados no processo. São eles que definem a maneira como a informação será processada, sendo fundamentais para garantir a correta inferência dos resultados.

6. Qual é o sistema relacional numérico da mensuração de resultados?

Chega a hora de definir em que escala ou unidade de medida se vai trabalhar durante toda a análise. Ainda que a unidade de mensuração seja moeda, índice ou percentual, por exemplo, isso não significa que, durante todo o processo, esse mesmo parâmetro seja usado. No decorrer do levantamento e das análises, pode-se trabalhar com unidades de produção, valores financeiros ou outras medidas, conforme seja mais claro e prático. Apenas no final é que a adequação é feita, conformando o resultado à unidade de mensuração escolhida.

7. Como analisar o sistema a partir do purpose view e do factual view?

Por fim, o gestor deve se apoiar em 2 perspectivas metodológicas para verificar a correção do modelo: o factual view e o purpose view. Continue acompanhando para entender!

O factual view

O factual view é composto por 4 aspectos:

  1. confiabilidade;
  2. validade;
  3. tipo de escala;
  4. significado numérico.

Seria como observar a visão objetiva das informações, analisando os números e ratificando os dados usados. A análise do sistema de mensuração levando em conta o factual view se presta a validar o processo para dar confiabilidade aos resultados. Ele analisa se o tipo de escala adotado realmente atende às necessidades da empresa e se o número obtido ao final é realmente relevante. Ele efetivamente diz algo claro aos gestores e stakeholders!

O purpose view

Essa validação se refere especificamente à informação adequada. O resultado obtido atende ao propósito definido antes do início da mensuração. Você pode obter informações claras, válidas, corretas e confiáveis, mas o indicador obtido ao final não ter nenhuma aplicação prática, não sendo, portanto, interessante para o propósito.

Tanto o factual view como o purpose view são importantes para garantir a validade do processo de mensuração de resultados, sua aplicabilidade e utilidade. Logo, essa etapa trata de garantir que o sistema de mensuração desenhado pode trazer, no momento certo, a informação desejada, respeitando as referências de escala e valor numérico. Basicamente, a última etapa é a que prova que tudo foi feito de forma acertada.

A importância do processo de mensuração dos resultados

Raramente um dado processo de mensuração pode ser aplicado a mais de uma entidade. O desenho do modelo é específico para certos fins, com seus resultados sendo, portanto, relativos. Mas é preciso garantir a exatidão dos resultados obtidos! O detalhe é que, sem um processo estabelecido, os resultados podem não ser confiáveis e a apuração não acontece de forma metódica. Nesse cenário, um segundo processo resultaria em informações diferentes.

Além disso, a definição do processo para cada tipo de resultado permite encontrar pontos específicos de erros de cálculo, caso o valor final obtido não seja condizente com a realidade. Na verdade, qualquer atividade empresarial requer a definição de processos específicos. Como garantir que, a cada medição, os resultados serão auferidos da mesma forma? Se isso não for feito, você não tem como comparar o que obteve hoje com as métricas encontradas no mês passado, pois não há garantias de que ambas foram obtidas seguindo o mesmo passo a passo.

Digamos que, em um momento, usa-se um universo relacional empírico e, em outra ocasião, o levantamento tem como base outro conjunto de informações. Assim, ninguém pode atestar que partes importantes não ficaram de fora ou que não foram incluídos dados desnecessários, acabando por macular os resultados. Pois as diferenças de unidades de mensuração podem provocar o mesmo efeito, invalidando qualquer análise!

As principais métricas que podem ser usadas

A partir de agora você vai ver alguns exemplos de métricas apropriadas aos diferentes pontos de análise da sua empresa. Confira!

Retorno sobre Investimento (ROI)

Medir o quanto você ganha sobre cada decisão de investimento é fundamental para garantir a efetividade das ações escolhidas. Seja em um investimento financeiro, com a compra de ações ou a aquisição de títulos públicos, seja em suas ações de marketing: dependendo do resultado do ROI, você tem uma definição clara da necessidade de mudanças na estratégia, optando por iniciativas e investimentos diferentes, que tragam um retorno melhor.

Custo de Aquisição por Cliente (CAC)

Quanto sua empresa tem gasto para conquistar cada novo cliente? O CAC pode ajudá-lo a melhorar as estratégias comerciais e de marketing, buscando alternativas de menor custo, mas capazes de trazer mais resultados, diminuindo esse indicador.

Receita por colaborador

Analisando a produtividade dos membros de uma equipe e o total de negócios fechados diretamente por esses profissionais, você pode ter uma visão clara da receita trazida por cada um, individualmente. Um mau resultado aqui é consequência de outras questões, como:

Saber a receita por colaborador é um passo para identificar:

  • os highlights, para aqueles que trazem melhores resultados, avaliando que ações positivas podem ser replicadas;
  • os lowlights, para os colaboradores com menor índice de receita, analisando onde está o problema e como resolvê-lo.

Tenha em mente que capacitar e investir em sua equipe é sempre uma alternativa melhor que a rotatividade de colaboradores. Além dos custos envolvidos em processos demissionais, admissionais e treinamentos, um alto índice de turnover pode impactar diretamente o engajamento e a motivação do time.

Fluxo de caixa projetado

As previsões de entradas e saídas do caixa no longo prazo devem embasar as decisões financeiras estratégicas. Não ter uma visão clara sobre seu fluxo de caixa projetado pode prejudicar várias áreas da empresa, como:

  • sua liquidez, visto que não há um norte para definir as datas dos compromissos assumidos;
  • seu controle de estoque, posto que não há uma definição precisa de quanto e quando será necessário acionar fornecedores;
  • sua disponibilidade de capital de giro, impedindo a empresa de aproveitar boas oportunidades de negócio.

Essas são apenas algumas métricas que podem orientar uma empresa, de forma a garantir que suas ações sejam dotadas de sustentabilidade, promovendo seu equilíbrio financeiro no longo prazo.

Não, definitivamente a mensuração de resultados não é um procedimento fácil de fazer. Mas tampouco é uma tarefa impossível, desde que o profissional conte com as condições de tempo, trabalho, formação e informação necessárias para cumprir suas metas. E não restam dúvidas de que a importância da tarefa justifica investir nesse empreendimento. Afinal, é a partir dela que se pode fazer um bom planejamento financeiro empresarial, por exemplo.

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Sobre o autor
Diretor da Vertical de Gestão da Alterdata.
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