Estrutura organizacional para escritório de contabilidade

Emissão e guarda de DARFs, entrega de declarações, apuração de tributos, atualização em relação às mudanças na legislação: a rotina dos diferentes setores de um escritório de contabilidade é extremamente diversificada. Também por isso, seu sucesso depende de conseguir desenhar uma estrutura organizacional eficiente, desburocratizada, flexível e, principalmente, que apresente bons elos de comunicação entre seus muitos níveis.

Aliás, como funciona a estrutura organizacional do seu escritório atualmente? Já fez esse mapeamento? Será que ele está alinhado com as melhores práticas do mercado? O que falta para o seu escritório se tornar mais produtivo e cometer menos erros? Este post vai responder a esses e muitos outros questionamentos. Confira!

Modelo estrutural da maioria dos escritórios de contabilidade

Em geral, os escritórios de contabilidade brasileiros de maior sucesso têm uma estrutura organizacional que segue o modelo de Mintzberg, apresentando:

  • cúpula estratégica: costuma ser ocupada pelo proprietário do escritório, que, normalmente, não se limita às atividades gerenciais, mas lida também com todo o fluxo das rotinas contábeis;
  • linha intermediária: nos escritórios de contabilidade de grande porte essa linha é dividida entre os gerentes de recursos humanos, da área contábil e do setor fiscal;
  • núcleo operacional: formada pelos técnicos contábeis, contadores e profissionais da área administrativa;
  • tecnoestrutura: definida pelo governo, por meio da legislação fiscal e tributária, além das leis referentes à abertura e ao fechamento das empresas;
  • assessoria de apoio: constituída pelos serviços terceirizados, como os de informática, segurança, limpeza e assim por diante.

Apesar de eficiente, essa linha organizacional só ganha sentido quando existe uma infraestrutura tecnológica adequada aos setores do escritório de contabilidade, contando, sobretudo, com softwares contábeis. Esses sistemas são capazes de automatizar processos e reduzir o esforço manual na realização de cálculos, importação de dados e envio de informações aos sistemas do fisco.

Percurso da rotina contábil pela estrutura organizacional

Em geral, as linhas intermediárias dos escritórios de contabilidade são formadas, basicamente, por 3 unidades, com seus respectivos gerentes: área de legalização, que engloba abertura e fechamento de empresas, área fiscal e área contábil. Nas empresas de maior porte, vemos também a figura do gerente de RH. Entenda melhor!

Setor de legalização

Quando um contrato entre cliente e escritório é firmado, todos os documentos para dar início ao processo de abertura da empresa — em se tratando de negócio recém-criado — são remetidos ao setor de legalização.

O escritório dá entrada na junta comercial, na prefeitura do município em que a empresa exercerá suas atividades e no Ministério da Fazenda, para emissão do CNPJ, entre outros registros governamentais. Todas essas ações ficam a cargo da área de legalização.

Setor fiscal

Com a abertura devidamente formalizada, a empresa já está apta a emitir notas fiscais. De forma geral, todas as notas eletrônicas são encaminhadas a um segundo setor do escritório, o fiscal, que será responsável pela escrituração das notas e apuração dos impostos referentes ao mês em questão.

O departamento fiscal efetuará a escrituração segundo os Códigos Fiscais de Operações e Prestações (CFOP), observando as determinações da legislação fiscal vigente e atentando para o enquadramento do negócio no regime de apuração certo — Simples, Lucro Presumido ou Lucro Real.

Setor contábil

Tributos apurados, todos os dados fiscais e de faturamento são então remetidos ao setor contábil. Cabe a esse departamento fazer a análise completa das movimentações financeiras e mutações patrimoniais do negócio, sempre observando os normativos do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Cabe ainda ao setor contábil averiguar se os impostos apurados pela área fiscal estão alinhados com o faturamento e as alíquotas previstas na lei, por exemplo. Também é preciso dar andamento à emissão de guias e a seu envio para que a tesouraria da empresa cliente faça os recolhimentos e remeta os comprovantes de volta ao escritório. Viu como o fluxo de ações é variadíssimo?

Gestão de pessoas nos escritórios de contabilidade

Seja em um escritório de contabilidade ou em qualquer outro tipo de empresa, a gestão de pessoas é sempre um dos fatores cruciais para o alcance do sucesso. Como você viu, a estrutura de um negócio contábil nem sempre é tão simples, por isso a fluidez do trabalho em equipe é fundamental.

Nesse sentido, a gestão de pessoas tem o papel de manter os colaboradores motivados, integrar as equipes, estabelecer um padrão de proatividade, buscar e treinar novos talentos, entre outras funções de alta importância. Separamos as principais dicas de liderança e gestão de equipes. Veja a seguir!

Motivação da equipe

A rotina dos diferentes setores do escritório de contabilidade pode ser bastante corrida, fazendo com que os colaboradores se sintam isolados ou pressionados demais. Para que exista um equilíbrio, é fundamental buscar maneiras de motivar constantemente a equipe.

Para que os funcionários apresentem o rendimento esperado, é preciso que eles tenham a sensação de pertencimento. Ou seja, eles devem sentir que fazem parte de um verdadeiro grupo e que seu trabalho está contribuindo para uma causa maior. É isso que gera a atitude de “vestir a camisa”.

Endomarketing

endomarketing nada mais é do que o marketing interno, ou seja, aquele que é voltado para a satisfação dos colaboradores. Esse tipo de estratégia tem ligação com a motivação citada no tópico anterior, mas vai além.

A comunicação interna também serve para garantir que todas as informações sejam transmitidas de forma clara, com transparência. Além disso, o colaborador deve sentir que existe uma via de mão dupla, na qual suas opiniões também são ouvidas e levadas em consideração.

Treinamento e desenvolvimento

De nada adianta realizar boas contratações se não houver uma preparação interna para que cada colaborador possa crescer e despertar seu potencial. Nesse sentido, uma estratégia que vem sendo cada vez mais adotada por escritórios de contabilidade é a gestão por competências.

Ao gerir por competências, em vez de exigir as mesmas capacidades de diferentes colaboradores, o líder aproveita as melhores habilidades de cada membro da equipe — o que ajuda a aprimorar ainda mais esses talentos.

Simultaneamente, é possível identificar os pontos de melhoria de cada colaborador e treiná-lo de forma a complementar sua formação e capacitação. Esses treinamentos (como workshops e palestras) podem ser realizados dentro do próprio escritório, contando com a experiência de profissionais que dominem determinadas áreas.

Modelos de monetização em escritórios de contabilidade

Quem disse que todos os escritórios de contabilidade precisam seguir o mesmo tipo de organização e monetização? Em certos casos, ao sair do modelo tradicional você pode se posicionar de maneira única perante o mercado, conquistando novos clientes.

Por exemplo, enquanto algumas firmas buscam escala de trabalho, outras procuram personalizar o atendimento cada vez mais. Isso não significa que essas duas vertentes sejam excludentes, mas sim que o seu escritório pode focar em uma das duas como um diferencial competitivo.

Ao optar pela escala, um modelo de monetização seria oferecer um serviço de contabilidade online, ou até mesmo vender um plano de assinatura mensal de uma plataforma de gestão contábil.

Por outro lado, se você optar por personalizar o atendimento, pode focar e se especializar em determinados nichos. Um exemplo seria atender empresas que trabalham com o regime de Lucro Real. Outra alternativa seria montar times multidisciplinares (de 3 a 5 profissionais) para cada perfil ou grupo de clientes, proporcionando maior proximidade dos profissionais com os clientes.

Importância de um bom software para as rotinas contábeis

Descrevemos o detalhamento da rotina ao longo da estrutura organizacional contábil para que você perceba a quantidade de elos de comunicação entre diversos setores do escritório e do cliente. Quando tudo isso é feito de forma manual, com pouca informatização, as possibilidades de falhas são imensas. E estamos falando de tributos que chegam à casa dos milhares de reais! Nesse cenário, um simples equívoco pode custar a sobrevivência do seu cliente.

Sabia que, se agrupadas, as normas tributárias brasileiras formariam um livro de mais de 41 mil páginas? Essa sim seria uma publicação de peso, com nada menos que 7,5 toneladas! Agora imagine: como prover tantas obrigações acessórias sem contar com sistemas de informação de ponta? A verdade é que não há estrutura organizacional que dê conta desse elefante brasileiro chamado burocracia.

Era de mudanças trazidas pela implementação do SPED

Em tempos de contabilidade digital, o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) levou os escritórios contábeis a ampliarem significativamente seu volume de dados trafegados. Diante desse novo cenário, é preciso contar com um sistema de gestão veloz, um banco de dados em nuvem poderoso, além de recursos de segurança de ponta e integração com diversas aplicações. Aí entra um sistema de gestão contábil de alta performance, que traz ao escritório:

  • importação das notas fiscais eletrônicas (NF-e) diretamente da Receita Federal;
  • realização de auditorias dos arquivos digitais, além de conciliações do SPED com outras obrigações fiscais;
  • emissão e gerenciamento automáticos das certidões negativas obtidas online;
  • emissão de lembretes a respeito das obrigações fiscais pendentes de cada cliente;
  • baixa automática das obrigações já realizadas, mantendo o workflow organizado;
  • atualização de legislação;
  • controle eletrônico em tempo real da produtividade de cada profissional do escritório, evitando distribuição irregular de tarefas e baixa produtividade global;
  • monitoramento de indicadores de desempenho por meio de dashboard, com emissão de relatórios e gráficos.

Entendeu agora como os escritórios contábeis de sucesso conseguem aliar alta produtividade e gestão de excelência de múltiplos clientes, mesmo diante da complexidade do cenário fiscal e tributário brasileiro?

No fim das contas, uma estrutura organizacional eficiente alinha seus diversos níveis por meio de sistemas de informação integrados — como o descrito acima. Esses recursos impedem não só a perda de prazos, mas também que a empresa caia na malha fina devido a uma inconsistência de dados.

Um sistema de gestão contábil ainda evita uma situação muito comum no mundo corporativo: os escritórios emitem a GRU e a remetem à tesouraria da empresa; lá, o documento é extraviado. Nesse contexto, se o escritório não tem um sistema de controle, não percebe a falha. Como resultado, a empresa é autuada e acaba recebendo multas pesadas por falhas de gestão. Elimine esse gap de eficiência com uma solução contábil!

Conseguiu visualizar o que falta à estrutura organizacional e ao fluxo de trabalho em seu escritório para garantir mais eficiência e melhores resultados? Cadastre seu e-mail em nossa newsletter para receber outros conteúdos relevantes para o seu negócio!

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Comments

  • Francisco Filho
    23/11/2017 at 22:44

    Excelente esta demonstração, sou cliente alterdata, e recomendo este sistema de informação

    • Rodrigo Mendes
      14/12/2017 at 16:57

      Boa tarde Francisco!

      Que bom que gostou.

  • romulo timoteo ramos
    11/03/2018 at 15:53

    Gostaria de receber por email mais videos explicativos do sistema alterdata, de uso diario de suas ferramentas.

    • alterdata
      21/03/2018 at 14:01

      Ótimo, Romulo! Encaminhei seu contato para a responsável e logo você receberá no seu e-mail o nosso material. Agradecemos pelo interesse e não deixe de acompanhar o nosso blog 🙂

  • Barbara
    26/06/2018 at 00:21

    Não vejo indicadores de desempenho e nehuma ferramenta gerencial atrelada ao pack contabil. Poderia esclarecer onde consigo visualizar essa informaçao ?

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