Teste automatizado com o Test Complete

Imagine uma softhouse (empresa que fabrica softwares) em seu setor de desenvolvimento. Há os desenvolvedores que criam os produtos conforme a demanda do mercado e há os testadores que validam os produtos, testando as suas funcionalidades e regras de negócio. Agora imagine que, durante alguns anos, os produtos desenvolvidos vão ganhando mais e mais funcionalidades e as regras de negócio vão se modificando ou evoluindo de acordo com a legislação, tendências de mercado e solicitações dos clientes que os utilizam. Obviamente, a quantidade de código inserido nos softwares (produtos) vai aumentando e a necessidade de testar os pedaços de código e a sua totalidade continua da mesma maneira quando no início de seu nascimento. Pense também na velocidade do mercado, que exige que se libere rapidamente as tualizações das correções, melhorias e novos recursos que vão sendo produzidos no software.

Contudo, com cada vez mais códigos para se testar e garantir que as funcionalidades continuem sendo validadas corretamente, quantos testadores seriam necessários para dar conta de todo o trabalho em curto espaço de tempo? Seria inviável, economicamente, ter a quantidade de testadores necessários para atender toda a demanda.

Então é primordial haver uma maneira automática para testar as funcionalidades já existentes e as novas, de modo que se garanta que o que funcionava antes continua funcionando agora da mesma maneira.

Existem no mercado várias ferramentas que fazem esse trabalho automático, dentre elas o Test Complete. Vamos falar um pouco sobre essa que é uma das ferramentas utilizadas pela Alterdata para o teste automatizado de seus produtos, como o Bimer, software ERP Alterdata.

O que é o Test Complete

O Test Complete é uma ferramenta desenvolvida pela AutomatedQA, empresa dos EUA, que permite a automação de testes de software. Possui acesso nativo em várias tecnologias, como Borland Delphi, .Net, Java, Visual Basic, FoxPro, WEB, entre outros. Realiza os testes e verifica a lógica do negócio, o desempenho, a funcionalidade, a interface, a persistência dos dados, o desempenho do servidor, etc, conforme programado pela equipe de testes. Gera relatórios com os resultados, detalhando o que foi feito, onde passou, o que deu certo e o que falhou, isso numa velocidade muito superior ao que um humano poderia ter, além de que os testes tendo sido programados e direcionados para o que de fato se necessita testar, elimina-se a questão empírica do que um testador quer em relação ao que se deve testar. Possui uma suíte de testes onde é possível criar um ou mais projetos e agrupá-los em grupos de produtos ou funcionalidades.

Cada projeto possui um ou mais scripts de testes, sendo possível organizar e até reaproveitar os mesmos testes em projetos diferentes. Com o Test Complete podemos aplicar várias técnicas de teste, entre as quais destacamos: 

  • Caixa preta: técnica que testa o software através de suas entradas e saídas pela interface. Avalia a funcionalidade da tela, sem considerar o funcionamento interno. Verifica o comportamento de acordo com a entrada fornecida e a saída devolvida. É um teste funcional que é recomendado para as várias fases de teste: teste unitário, teste de integração, teste de sistema e teste de aceitação.
  • Regressão: técnica que tem por objetivo efetuar testes já existentes em cada nova versão liberada, verificando se as funcionalidades foram impactadas pelas alterações realizadas no código. O teste de regressão automatizado é indicado em softwares robustos com grande quantidade de código, uma vez que a velocidade da automação é muito maior do que se poderia fazer manualmente.
  • Não funcionais: técnica que visa efetuar testes para encontrar situações inesperadas, fora da especificação de requisitos. Espera-se efetuar uma crítica sobre as funcionalidades do software, procurando saber sobre a robustez em relação a uma grande quantidade de dados inseridos ou desempenho em relação à resposta e tratamento de violações, e também a persistência dos dados.

O Test Complete, devido à sua versatilidade, permite uma série de verificações nas mais variadas possibilidades de teste, numa velocidade muito maior a que seria possível ao testador humano, oferecendo um meio sólido para minimizar os defeitos de um software.

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Comments

  • Ramon
    18/03/2019 at 08:48

    Excelente!

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