Segurança condominial: como evitar as principais falhas

O aumento vertiginoso dos casos de violência em todo o país, bem como a sensação generalizada de impunidade e ineficácia das políticas públicas voltadas para o combate à criminalidade, fez com que o brasileiro arregaçasse as mangas e buscasse a segurança de sua família por conta própria.

Como consequência disso, um dos principais produtos buscados pelo consumidor na hora de alugar ou comprar um imóvel é justamente a segurança condominial. Por isso, o tema vem ganhando cada vez mais notoriedade e importância dentro da gestão de condomínios.

Confira a seguir as 8 principais falhas que você não pode cometer na gestão de seu condomínio!

1. Não cumprir as regras de segurança condominial

Cumprir as regras de segurança do condomínio pode até parecer, à primeira vista, uma tarefa simples. Entretanto, na prática, não é bem assim. Muitas vezes a administração do condomínio conduz uma série de ações no sentido de treinar os funcionários e educar os moradores, mas bastam alguns instantes para que todos comecem a flexibilizar as regras e criar exceções à moda do famoso “jeitinho brasileiro”.

Isso acontece porque mudar os costumes da operação de um condomínio demanda bastante trabalho. Não basta fazer reuniões, imprimir apostilas e afixar regras no mural de recados. É preciso fazer mais: temos que fiscalizar a aplicação dessas regras no dia a dia, corrigindo oportunamente os desvios.

Se possível, também é aconselhável criar um canal de comunicação em que os moradores podem denunciar anonimamente o descumprimento de regras de segurança. Pode ser, por exemplo, uma urna trancada com cadeado.

Esta é uma forma de pulverizar o dever de fiscalização entre todos, tornando-o mais eficiente. No entanto, é preciso ter cuidado para que este não se torne um espaço para manifestação de desavenças ou disputas de ordem pessoal.

2. Contratar serviços terceirizados de má qualidade

A gestão do condomínio deve compreender que a redução de custos na administração dos interesses dos moradores é um valor muito importante a ser considerado. Isso não quer dizer, no entanto, que possamos reduzir custos a qualquer custo, o que muitas vezes acaba acontecendo quando terceirizamos alguns serviços, como a segurança, por exemplo.

A dica aqui é procurar referências sobre a fornecedora a ser contratada. Muitas empresas nem sequer verificam os antecedentes criminais de seus funcionários, podendo, inclusive, mandar um profissional mal-intencionado para dentro do seu condomínio.

Algumas também remuneram muito mal seus colaboradores, fazendo com que haja uma rotatividade muito alta de profissionais, o que significa dizer que a portaria do condomínio ficará nas mãos de substitutos que não conhecem as particularidades do edifício.

3. Não investir em estrutura e tecnologia de segurança

Mesmo que o condomínio tenha boas regras de segurança que sejam seguidas à risca pelos funcionários e moradores, a segurança não estará garantida se não houver um investimento mínimo em estrutura e tecnologia.

Muitos prédios mais antigos carecem de estrutura física para uma estratégia de segurança de qualidade. Isso acontece porque na época em que foram construídos, a segurança não era uma preocupação.

Uma boa estrutura deve contar com portões duplos intertravados feitos de material reflexivo, de modo que quem está dentro possa ver o que se passa do lado de fora, mas quem está do lado de fora não possa ver o lado de dentro. Além disso, deve ter uma guarita blindada, passa-volumes, cercas e muros com altura mínima de 3,5 metros.

Quando falamos em tecnologia, o condomínio pode apostar em uma boa iluminação com sensor de proximidade, câmeras de segurança, circuito fechado de TV, uma catraca com identificação biométrica e um bom sistema de computador para registrar informações sobre o movimento de moradores, visitantes e automóveis.

Alterdata Immobile - Condomínios4. Não fornecer o treinamento adequado

Não adianta de muita coisa investir uma nota preta em tecnologia se os funcionários não sabem operar os equipamentos de segurança, não é mesmo?

Além disso, a falta de treinamento dos colaboradores pode ocasionar descuidos simples que podem representar riscos severos na segurança do patrimônio e das pessoas que frequentam ou moram no condomínio. Faxineiros, por exemplo, podem ser descuidados com as chaves das áreas comuns do prédio.

A falta de treinamento pode fazer com que zeladores deixem a porta aberta enquanto vão ao toalete, para que o morador apressado não reclame da demora em abrir o portão. Enfim, há uma infinidade de situações que podem ser evitadas com treinamentos periódicos e reciclagem de funcionários.

5. Não identificar visitantes

Todo mundo que entra no condomínio deve ser identificado. É simples assim. Qualquer exceção a esta regra pode representar um risco desnecessário para o condomínio. Além disso, pedir a identificação de algumas pessoas e de outras não pode ser considerado como uma prática de discriminação.

6. Permitir muitas distrações no ambiente de trabalho

Os profissionais responsáveis pela segurança e vigilância do edifício devem estar alertas durante todo o período do seu expediente. Televisão, smartphones e tablets podem reduzir em muito a percepção de algum perigo por parte do profissional.

Outro grande inimigo da segurança condominial é o sono que pode ser bastante comum principalmente nos profissionais que atuam no turno da noite. A falta de movimento na portaria somada a algum tipo de privação de sono durante o dia anterior pode facilmente gerar um quadro como esse.

Para evitar que isso ocorra é sempre bom instruir os zeladores a darem uma caminhada pelo próprio ambiente no momento em que o sono bater. Em casos mais severos, é bom avisar a algum outro profissional do condomínio ou mesmo ao síndico ou administrador.

7. Não estabelecer procedimentos emergenciais

É claro que devemos fazer de tudo para prevenir e evitar que situações de emergência sejam criadas. No entanto, por mais que a gestão invista em segurança, jamais conseguiremos reduzir o risco a zero. Por isso, também temos que pensar no pior.

Procedimentos são importantes em momentos de emergência porque o sentimento de pânico e o afastamento momentâneo de nossa capacidade de agir racionalmente podem fazer com que tomemos decisões equivocadas, colocando em risco nossa integridade e a integridade de quem nos cerca. Isso pode ser evitado quando nosso agir já está condicionado por um conjunto de instruções simples.

8. Desconhecer atividades suspeitas nos arredores

Zeladores, vigias, bem como os demais funcionários do edifício devem estar atentos não apenas ao que se passa dentro do prédio, mas também ao que ocorre nas imediações dele. Criminosos têm o hábito de circular várias vezes pela região coletando informações sobre a segurança do condomínio antes de decidirem agir.

Pessoas que perguntam por moradores que não existem como se fosse um engano ou que passam toda hora na frente do prédio olhando para dentro, por exemplo, podem ser considerados como indícios de atividade suspeita e devem ser repassados para os responsáveis pela segurança.

Para reforçar a segurança condominial, a administração pode investir em câmeras de segurança externas e espelhos, de modo a aumentar a visibilidade da área externa a partir do interior do edifício.

E aí, gostou do nosso artigo? Então deixe o seu ponto de vista nos comentários e venha participar desse diálogo conosco!

 

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Comments

  • Aírton Correia da Silva
    19/07/2017 at 17:53

    Muito importantes essas observações. Inclusive no prédio que moro já aconteceu o ladrão entrar pela lateral, onde é fácil o acesso pelo fato da altura ser mais ou menos de dois metros, diferente da altura total do prédio, onde teve acesso a um apartamento do 1º. andar e levou alguns pertences da moradora. E vale salientar que esse prédio fica na Rua do Riachuelo, nº. 521, nos fundos do Hospital do Exército, entre a Gervásio Pires e a Rua do Hospício, mas a iluminação da rua é precária porque tem muitas árvores e poucas lâmpadas.
    Sou cliente da Alterdata.

    • Rodrigo Mendes
      25/07/2017 at 11:36

      Caramba, Aírton! Que situação, hein? Por isso é muito importante estar em dia com a segurança e contar sempre com dicas como essas. Compartilhe este post com os outros moradores também. Fique por dentro de nossas atualizações semanais. Abraço!

  • Alaerte Vagno Garcia Giori
    19/07/2017 at 18:57

    Muito bom. Muitas vezes são até medidas simples que por descuido e até mesmo naquela situação que conhecemos do “depois e faço” passam sem ser tomadas e podem trazer um transtorno e até mesmo um perigo enorme a nós mesmos e aos demais moradores.

    Parabéns pelas dicas.

    • Rodrigo Mendes
      25/07/2017 at 11:38

      Pois é, Alaerte! Exatamente isso que você falou: muitas vezes são até medidas simples que não são feitas por descuido ou até mesmo preguiça. Acompanhe nossas atualizações semanais e compartilhe esse conteúdo com outras pessoas que possam se interessar pelo tema. Um abraço!

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