Fiador para aluguel: como as imobiliárias podem ajudar no processo?

A agilidade na hora de fechar contratos pode fazer uma enorme diferença para a competitividade de qualquer imobiliária. Mas é aí mesmo que mora o problema, uma vez que vários processos realizados no setor são extremamente burocráticos, exigindo muito tempo e uma série de ações que aumentam a lentidão dos serviços.

Como consequência, proprietários, compradores e inquilinos se frustram, sem falar que a produtividade e a lucratividade da imobiliária saem prejudicadas. Para resolver esse impasse, é preciso adotar estratégias e contar com ferramentas eficientes.

No post de hoje, vamos falar de um processo particularmente burocrático: a busca e a aceitação de um fiador para aluguel. Afinal, ao mesmo tempo em que imobiliária e proprietário precisam de garantias contra a inadimplência, ter muitas exigências pode não ser uma boa ideia. Explicaremos melhor a seguir!

Fiador para aluguel

Usar um fiador como garantia é a opção mais popular nos contratos de locação feitos no Brasil. Em geral, as regras são as mesmas: o locatário aponta uma pessoa dona de um imóvel na mesma cidade onde ele pretende locar. Em caso de inadimplência, o fiador é acionado para quitar a dívida. Se o problema não for resolvido, o imóvel do fiador pode ser penhorado, depois do respectivo processo judicial.

Em tese, as imobiliárias podem exigir quantos fiadores acharem razoáveis, podendo até solicitar que, além do imóvel, eles tenham renda comprovada. O problema é que encontrar um fiador já é bem difícil, principalmente por ser um papel que envolve riscos jurídicos e financeiros. Encontrar múltiplos então pode ser impossível!

Como melhorar

A dica aqui é optar por exigir o menor número de fiadores possível, preferencialmente apenas um. Afinal, em casos graves, é o imóvel que será leiloado. Portanto, os riscos de perda financeira são pequenos. Solicitar a comprovação de renda dos fiadores também pode, assim, ser excessivo.

A imobiliária também pode permitir que o fiador tenha imóveis em outras cidades e eliminar algumas exigências. Algumas empresas, por exemplo, tendem a vetar cônjuges e parentes, o que, no fim das contas, só complica o fechamento do contrato. Que tal simplificar?

Depósito caução

A alternativa mais popular ao uso do fiador é o depósito caução. Nesse caso, o locatário faz o pagamento de um valor correspondente a 3 meses de aluguel. Esse dinheiro fica em uma caderneta de poupança para ser devolvido a quem loca ao final do contrato. Isso desde que, durante o período do aluguel, não tenham ocorrido atrasos. É isso mesmo: a imobiliária pode usar o depósito caução para cobrir aluguéis não pagos, sendo o valor descontado no fim do contrato.

Como melhorar

A melhor maneira de agilizar esse processo é facilitando o pagamento. Algumas imobiliárias já permitem o parcelamento da fiança em parcelas ou mesmo aceitam transações via cartão de crédito. Aumentar a comodidade dos inquilinos também é uma boa estratégia.

Acordar que o valor do depósito caução quitará as 3 últimas mensalidades da locação, por exemplo, é uma ótima maneira de diminuir o número de movimentações financeiras, além de ser muito simples e prático tanto para o inquilino quanto para o proprietário.

Seguro-fiança

O seguro-fiança se tornou uma opção viável a partir de 1990, com a lei do inquilinato. Nessa modalidade, o futuro locatário aciona uma seguradora e realiza um pagamento anual que, via de regra, é referente a 1 mês de aluguel. Essa opção é buscada principalmente por quem não consegue encontrar os fiadores exigidos ou arcar com o pagamento do depósito caução. Vale lembrar, no entanto, que o segurado precisa comprovar renda de 4,5 vezes o valor do aluguel.

Como melhorar

O grande problema do seguro-fiança é seu impacto financeiro. Afinal, diferentemente do depósito caução, o valor não é devolvido, mesmo se o inquilino nunca atrasar o aluguel. Para compensar essa desvantagem, seguros apresentam benefícios adicionais, como serviços de manutenção e pintura.

Cabe à imobiliária orientar o locatário sobre as regras do seguro-fiança e indicar profissionais qualificados. Estabelecer parcerias com seguradoras pode ser uma boa ideia, principalmente para melhor as condições de pagamento. Mas lembre-se, no entanto, de que a decisão por essa ou aquela seguradora é de livre escolha do inquilino.

Garantias

Em tese, podem ser oferecidas outras garantias para o locador, como bens. Nesses casos, um carro ou outro imóvel pode funcionar como uma espécie de fiador, sendo usados em caso de inadimplência. No geral, entretanto, esse processo é especialmente lento e custoso, pois exige várias visitas (e pagamentos) a cartórios.

Uma garantia pouco conhecida, mas prevista na lei do inquilinato, é a cessão fiduciária de títulos de investimento. Aqui, as cotas do locatário em fundos de investimento, caderneta de poupança ou de título de capitalização funcionam como uma reserva. Assim, em caso de inadimplência e após o devido processo legal, elas são transferidas para o locador. Por ser regulado pela Comissão de Valores Mobiliários, esse tipo de transação é bastante seguro.

Como melhorar

Fazer com que locadores e locatários saibam que existe a possibilidade de usar investimentos como garantia já pode ser um grande avanço. A modalidade é pouco explorada no Brasil, mas pode ser uma alternativa muito segura para todas as partes, além de bastante cômoda.

Afinal de contas, o uso de cadernetas de poupança, por exemplo, é amplamente disseminado por aqui. Sem contar que é muito mais simples para o inquilino usar seus próprios recursos como garantia do que passar pelo desafio de encontrar um fiador adequado.

As imobiliárias têm uma enorme responsabilidade (e, claro, interesse) em acelerar a busca por um fiador ou por alguma garantia alternativa. Embora a lei determine que a escolha é do locatário, os corretores devem orientar seus clientes sobre as características de cada modalidade, suas vantagens e desvantagens. Também é importante reforçar que não é permitido solicitar 2 ou mais modalidades de garantia para um único aluguel.

Lembre-se, ainda, de usar a tecnologia como aliada da gestão também nessa etapa. Sabia que existem aplicativos capazes de realizar a comprovação de renda dos locatários e fiadores com mais velocidade, diretamente do celular?

Por fim, não se esqueça: é essencial sempre procurar melhorar a gestão diária da sua imobiliária. Ter um software dedicado, por exemplo, pode otimizar a forma como sua empresa elabora contratos, monitora pagamentos e identifica problemas de inadimplência, que demandam o acionamento da garantia, seja ela o fiador para aluguel, caução, seguro-fiança e assim por diante

E agora que você já sabe ao menos por onde começar a desburocratizar sua imobiliária, comente aqui e nos conte: em que estratégia aposta hoje em dia? O fiador para aluguel ainda faz parte da rotina do seu negócio? Compartilhe suas experiências e impressões conosco!

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